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A mensagem subliminar de Som do Porão

terça-feira, 13 de dezembro de 2011


Meu TCC foi uma revista eletrônica tutorial de teoria musical. Usei metáforas para ajudar um leigo em música  a se interessar mais pelo assunto e se divertir brincando nesse game educativo. Espero colocá-lo em breve na internet. Aqui vai um trechinho da minha monografia. :]

Este projeto usa certas metáforas, como por exemplo:
O porão representa o mundo com várias coisas velhas guardadas, ou coisas antigas que precisam ser exploradas para usá-la de forma original e extrair o melhor de seu desempenho entendendo o seu propósito. A música é algo que sempre esteve conosco, desde os mais primórdios dos tempos. É preciso analisar o lado de dentro do porão para organizar os conceitos e as pré-noções de música adormecidas na mente de um leigo.

Mas para isso é preciso enfrentar o porão, onde está cheio de objetos confusos, mal interpretados e objetos quebrados. Algo se perdeu por lá e é preciso que seja encontrado ou redescoberto e organizado para aproveitar e usá-lo para o seu real objetivo.
Quanto mais o porão se explora, mais vontade de organizá-lo aparece. Há um senso que nos avisa que qualquer coisa quando organizada fica bom. É como o senso da moral, ou seja, a noção do que é certo ou errado, organizado ou desorganizado gravado na consciência da humanidade, um senso que é vindo de algo desconhecido.
Por algum mistério o cérebro tende a organizar coisas, como formas, cores, sons e outras coisas. Este fenômeno pode ser exemplificado com a lei da Gestalt do Fechamento, de forma bem simplista prova a tendência do cérebro organizar as coisas.

O Fator de fechamento é importante para a formação de unidades. As forças de organização da forma dirigem-se espontaneamente para uma ordem espacial que tende para a formação de unidades em todos fechados.

Em outras palavras, obtém-se a sensação de fechamento visual da forma pela continuidade numa ordem estrutural definida, ou seja, por meio de agrupamento de elementos de maneira a constituri uma figura total mais fechada ou mais completa.


Importante não confundir a sensação de fechamento sensorial, de que trata a lei da Gestalt com o fechamento físico, contorno dos elementos dos objetos, presente em praticamente todas as formas dos produtos.
(Gomes, pg. 32 – 2004)

Alguns objetos ajudam a deduzir de quem seja o porão e o que esses objetos que já estavam lá revelam dessa pessoa. Tudo isso cria especulações de quem é o porão e o que o usuário deve esperar encontrar, pois esse é o propósito e objetivo do usuário.




Exemplo de fechamento


GOMES FILHO, João. Gestalt do objeto: sistema de leitura visual da forma. São Paulo: Escrituras Editora, 2004.


A real cegueira

domingo, 4 de dezembro de 2011

Caminhando pela rua, Jesus viu um homem cego de nascença. Seus discípulos perguntaram: "Rabi, quem pecou: este homem ou seu pais, para que ele nascesse cego?".

Jesus disse: "Vocês estão fazendo a pergunta errada, procurando a quem culpar. Não há nenhuma relação de causa e efeito aqui. Em vez disso, olhem para o que Deus pode fazer. Precisamos trabalhar com energia por aquele que me enviou, enquanto o Sol está brilhando. Quando a noite chega, o expediente acaba. Mas enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo.

Dito isso, ele cuspiu no chão, fez uma mistura de barro com a saliva, esfregou a mistura nos olhos do cego e disse: "Vá! Lave-se no tanque de Siloé". (Siloé significa "Enviado".)

O homem foi, lavou-se - e passou a enxergar.

Momentos depois a cidade estava em alvoroço. Os parentes do homem e aqueles que anos após ano o conheciam como um mendigo cego, perguntavam: "Esse não é o homem que conhecemos, que se sentava aqui e mendigava?".

Outros diziam: "É ele mesmo!"

Mas alguns duvidavam: "Não pode ser o mesmo homem, de jeito nenhum! É só alguém parecido com ele."












































Mas o homem confirmou: "Sou eu mesmo".

Eles interrogaram: "Como você conseguiu enxergar?"

"Um homem chamado Jesus fez uma mistura, esfregou-a nos meus olhos e disse: 'Vá a Siloé e lave-se ali'. Eu fiz o que ele disse. Lavei-me e comecei a enxergar. :)"

"Então onde ele está?".

"Eu não sei".

Eles levaram o homem aos fariseus, porque o dia em que Jesus fez a mistura e curou a cegueira dele era sábado. Os fariseus o interrogaram de novo, para saber como ele havia conseguido enxergar. Ele respondeu: "Ele pôs uma mistura em meus olhos, eu me lavei e agora vejo".

Alguns fariseus resmungaram: "Obviamente, esse homem não pode ser de Deus. Ele não guarda o sábado! ¬¬".

Outros argumentaram: "Como um homem mau pode realizar milagres, atos que revelam o próprio Deus?". Assim, houve divisão entre eles.

Eles voltaram a interrogar o cego: "Você é o perito aqui. Ele abriu os seus olhos. O que você tem a dizer sobre isso?".

Ele disse: "Ele é um profeta".

Os judeus se recusavam a acreditar que aquele homem havia sido cego a vida toda. Então, chamaram os pais do homem que agora enxergava muito bem e perguntaram: "Este é o filho de vocês, o que vocês dizem que nasceu cego? Então, como ele pode ver agora?".

Seus pais disseram: "Sabemos que ele é nosso filho e sabemos que ele nasceu cego. Mas não sabemos como veio a enxergar - não temos a menor idéia de quem abriu os olhos dele. Por que não perguntam a ele? Já é adulto, pode falar por si". (Os pais dele falaram assim porque tinham medo dos líderes judeus, que haviam determinado que quem afirmasse que Jesus era o Messias seria expulso da sinagoga. Foi por isso que os pais disseram: "Perguntem a ele. Já é adulto".)

Eles convocaram o ex-cego segunda vez e disseram: "Dê o crédito a Deus. Sabemos que aquele homem é um impostor".

Ele replicou: "Não sei nada sobre isso. Mas de uma coisa eu tenho certeza: eu era cego... e agora vejo".

Eles perguntaram: "Como ele fez isso a você? Como ele abriu seus olhos?".

"Já contei mais de uma vez, e vocês não ouviram. Por que querem ouvir de novo? Querem se tornar discípulo dele?".

A resposta deixou-os furiosos: "Discípulo dele é você; nós somos discípulos de Moisés! Temos certeza de que Deus falou a Moisés, mas não temos ideia de onde saiu esse homem".

O homem respondeu: "Impressionante! Vocês alegam não saber nada a respeito dele, mas o fato é que ele abriu meus olhos! É fato bem conhecido que  Deus não age por meio de pecadores, mas ouve quem vive em reverência e cumpre sua vontade. Ninguém jamais ouviu falar de alguém que tivesse aberto os olhos de um homem que nasceu cego. Se esse homem não viesse de Deus, não seria capaz de fazer nada".

Eles disseram: "Você não passa de um zé-ninguém! Como ousa nos ensinar?". Então, correram com ele dali.

Jesus soube que eles o haviam expulsado. Procurou por ele e o achou. Então, perguntou: "Você acredita no Filho do Homem?".

O homem disse: "Senhor, mostre-o para mim, para que eu possa crer nele".

Jesus disse: "Você está olhando para ele. Não reconhece minha voz?".

"Senhor, eu creio!", exclamou o homem, e o adorou.

Jesus, então, disse: "Vim ao mundo para pôr tudo às claras, para estabelecer as distinções, de modo que quem nunca viu possa ver e os que têm a pretensão de ver pareçam cegos".















Alguns fariseus casualmente ouviram a conversa e indagaram: "Você está nos chamando de cegos?".

Jesus disse: "Se vocês fossem realmente cegos, não teriam culpa, mas a partir do momento que se declaram capazes de enxergar se tornam responsáveis por seus erros".


























Livro de João capítulo 9 - Tradução de Eugene H. Peterson
Ilustração de Jeremy Mohler

Rapidinhas | 0047

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Em um reino mentiroso a verdade é incomum.
Em um reino verdadeiro a mentira é incomum.