Lendas do mundo cinzento

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011


Esta história não é conhecida por muitos.
É uma lenda contada ao meu povo e passada de geração a geração.
A história do meu povo... Um povo guerreiro.
Mas é uma historia que me fascina...
A de um guerreiro pouco conhecido, chamado Havir Gonil, nascido longe do povoado. Ele vivia em terras cinzentas e era natural do povo renascido, o povo da Luz.
Este povo era conhecido por possuir a Luz, uma verdade que nascia dentro destes guerreiros, não poderia ser transmitida, apenas compreendida por quem encontrasse a Luz e a reconhecesse como verdade.

Ele, Havir Gonil, vivia na terra cinzenta, terra onde muitos renascidos viviam, pois o povo da luz vivia pelos muitos povoados e não possuíam território, até que a Luz se revelasse novamente ao mundo.
Ele convivia em guerra, não contra os povos, mas como você já imagina, lutava contra as trevas [aquela historia lá... sabe? Luz... e trevas, ausência de luz.] que distorciam a sua realidade. Pois bem, este guerreiro como todo seu povo lutava contra as forças das trevas, contudo, ao chegar a terra cinzenta conheceu muitos diversos guerreiros da luz, mas nem sempre o povo da luz permanecia unido.

A Luz indicava que Havir seria um grande líder onde fosse, no entanto, a terra cinzenta já possuía líderes.
Os líderes dos renascidos que viviam no povoado cinzento não costumavam compartilhar sua liderança com forasteiros iluminados [chamados os guerreiros da luz de outras regiões] e por muitas e muitas vezes Havir foi questionado por eles sobre a luz e como a luz o guiava.
Todo o povoado cinzento via os renascidos e muitas vezes não compreendia como o povo da luz que combatia as trevas, conseguia possuir tantas facções e tão pouca união. Mas Havir sabia que havia de encontrar um modo de unir todo o povo da Luz, pois as trevas a cada dia passavam a conquistar mais território.

Ao perceber que Havir possuía ambições muito profundas e sem entender quais eram tais, alguns líderes renascidos prepararam uma emboscada para acabar com seu ânimo, destruir sua força a qualquer custo e apagar seu fogo.
Perceberam que Havir, muitas vezes solitário, caminhava em meio a sonhos e altos pensamentos, momentos de guarda baixa. Foi então que os líderes renascidos decidiram emboscá-lo ao fim daquela tarde, a quarta hora do que se pretendia ser o último dia.
Ao se aproximarem sorrateiramente foram cercando Havir, que envolto em pensamentos em sua caminhada na floresta solitária não os percebeu. Quando ele não possuía defesa, com a guarda baixa, foi atacado.

Um a um daqueles líderes o atacaram e golpearam ombro, braços encolhidos, repetidamente golpeados, pernas machucadas.
O sangue que por fora jorrava, por dentro começava a ferver e as trevas o tentavam dominar fazendo sua Luz tremular.
Posso dizer que naquele momento havia apenas uma luta acontecendo enquanto covardemente Havir era marcado e golpeado por semelhantes covardes e fortes.
A única luta que acontecia era dentro dele, que via Luz e trevas lutando para fazer vítimas, fosse do amor ou do ódio, haveria vítimas. Contudo, sua luz que já quase não brilhava, devido ao tamanho enfraquecimento, jorrou em um lampejo e Havir percebeu que a Luz era viva! Dissipou as trevas em seu peito e lhe ajudou a apanhar mais e mais, lhe permitindo um sofrimento alegre, mais longo e intenso. Já cansados de espancá-lo e já com sangue em suas roupas foram postos de joelho, não pelo cansaço, ou mesmo por Havir, mas pela Luz...

Como continua a história???
Pergunte à Luz...

1 comentários:

Maiara Barboza disse... ►Responder Comentário

muito bom memso! e otima pergunta final...!

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