Por que acreditar em Deus e não em Thor?

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013





ZeusXThorNessa pergunta muito comum entre debates teísmo vs. (neo)-ateísmo, o adversário pergunta o motivo pelo qual optamos pelo monoteísmo ao invés da crença em alguma divindade politeísta.

A pergunta pode vir mais ou menos assim:
“Por que você acredita em Deus e não em Thor, Osíris, Rá e Afrodite?”
Embora exista uma “falha” na pergunta (é uma pergunta pessoal — “Por que você acredita…”) que não me permita responder por todos, vou, obviamente, argumentar no sentido de como eu responderia a tal questão.
Antes de tudo, por trás do nome, quem é “Deus”? Eu o defino como um ser pessoal, transcendental e necessário. Se ele é transcendental, então não tem atributos e características tipicamente físicas (como ter uma cabeça de falcão, barba vermelha ou usar uma cabeça de falcão); se ele é necessário em sua própria existência, então não pode ter passado a existir (como surgir do sêmen jogado no mar — você vai entender isso daqui a pouco, se ainda não entendeu).
Nós temos argumentos que INDICAM a existência de um ser com ESSAS CARACTERÍSTICAS de ser pessoal, transcendental e necessário (e não outras). São argumentos como o da Causa Primária, Cosmológico Kalam, o da Contingência, Moral, Ontológico, etc. Eu os considero racionais e com apelo; portanto, eu posso me justificar neles para acreditar em Deus.
Agora que já sabemos o que eu entendo por Deus e com que base posso justificar minha crença nele, vamos nos perguntar: e quem são Thor, Osíris, Rá e Afrodite?
Arranjei as definições (de forma bem resumida, só para passar a idéia) desses quatro deuses para a análise. Por exemplo:




Thor

Thor
Thor ou Tor (nórdico antigo: Þórr, inglês antigo: Þunor, alto alemão antigo: Donar) é o mais forte dentre deuses e homens, é um deus de cabelos vermelhos e barba, de grande estatura, representando a força da natureza (trovão) no paganismo germânico, disparando raios com o seu poderoso martelo Mjolnir. Ele é o filho de Odin, o deus supremo de Asgard, e de Jord (Fjorgyn) a deusa de Midgard (a Terra). Durante o Ragnarök, Thor matará e será morto por Jörmungandr. Thor também é chamado de Ásaþórr, Ökuþórr, Hlórriði e Véurr.




Osiris

Osíris
Osíris é, miticamente, a primeira de todas as múmias, dando assim justificativa à prática do embalsamamento. Ísis, sua esposa-irmã, opõe-se à catástrofe da sua morte com a prática da magia, o recurso da mumificação e a milagrosa concepção de Hórus.






Rá ou Ré é a principal divindade da mitologia egipcía, Rá é um deus com cabeça de falcão conhecido como o deus do sol, pela impôrtancia da luz na produção dos alimentos.




Afrodite

Afrodite
Afrodite (em grego, Αφροδίτη) era a deusa grega da beleza, do amor e da procriação. Possuía um cinturão, onde estavam todos os seus atrativos, que, certa vez, a deusa Hera, durante a Guerra de Tróia, pediu emprestado para encantar Zeus e favorecer os gregos. De acordo com o mito teogônico mais aceito, Afrodite nasceu quando Urano (pai dos titãs) foi castrado por seu filho Cronos, que atirou seus testículos ao mar, então o semêm de Urano caiu sobre o mar e formou ondas chamadas de (aphros), e desse fenomeno nasceu Aphroditê (“espuma do mar”), que foi levada por Zéfiro para Chipre. (…) Como vingança e punição, Zeus fê-la casar-se com Hefesto, (segundo Homero, Afrodite e Hefesto se amavam, mas pela falta de atenção, Afrodite começou a trair o marido para melhor valorizá-la) que usou toda sua perícia para cobri-la com as melhores jóias do mundo, inclusive um cinto mágico do mais fino ouro, entrelaçado com filigranas mágicas. Isso não foi muito sábio de sua parte, uma vez que quando Afrodite usava esse cinto mágico, ninguém conseguia resistir a seus encantos.
Podemos ver quais as características desses deuses; são todos seres com características físicas limitadas (destacadas nos trechos — como ter barba, cabeça de falcão, ter uma esposa-irmã, etc) e que não são necessários (Afrodite, por exemplo nasceu do sêmen de Urano jogado no mar — definição que seria simplesmente inconcebível para Deus!).
Essas quatro divindades são diferentes da divindade Deus? Acho que está claro que, conceitualmente, são. Assim, os argumentos para Deus não podem se aplicar a eles.
Mas que argumentos nós temos para a existência de uma “primeira múmia” ou para um sujeito com um martelo mágico que controla ou dispara os raios? Bom, eu não ouvi nenhum.
Então, esta aí a diferença: Deus é um ser transcendental, pessoal e necessário para qual temos argumentos a favor. Já os outros são seres contingentes, físicos e “arbitrários” para qual NÃO temos argumentos a favor.
Logo, temos argumentos para acreditar na existência de Deus, que é um ser diferente da existência de Thor, Osíris, Rá e Afrodite, que precisariam de argumentos próprios e que, na verdade, parece que não temos. Deste modo, eu posso dizer por qual motivo dou preferência a Deus aos outros seres diferentes dele.
A conversa pode continuar assim: “Mas eu discordo dessa visão. Eu acredito que Thor não é um ser físico com um martelo. Na minha opinião, Thor é o nome de um ser que está além do nosso Universo e que é necessário em sua existência.”
Essa é uma variação do que foi explicado na técnica “Por que não o Monstro do Espaguete Voador?”. Se você passar a definir Thor como transcendente e necessário, então, tudo bem, nós passamos a falar do MESMO ser! Um ser não se define pelo nome de fantasia que damos a ele — mas pelas características conceituais objetivas de quem se fala. Se você igualou a descrição de Thor à descrição de Deus, então agora estamos falando da mesma coisa, mas apenas com nomes diferentes — sendo o nome um detalhe irrelevante para a discussão”. Como eu falei naquele mesmo artigo:
A moral da história é: por mais que se queria dar algum outro nome besta qualquer, como Monstro do Espaguete Voador, Mamãe Ganso ou Unicórnio Rosa Invisível, se estivermos falando de seres com as MESMAS características OBJETIVAS… então estamos falando… do mesmo ser!
Talvez ele ainda tente no final: “Ok, mas mesmo assim pode ser tanto Allah quanto Deus. E agora?” Essa é a técnica “Qual Deus?”. “Deus”, “Allah” e “Javé” são três palavras diferentes que se referem ao MESMO ser. São todos o que se comumente se entende por “Deus” (nome próprio) — Allah é até a palavra que os arábes usam para Deus, como “God” em inglês ou “Dios” em espanhol. Então não há diferença alguma entre eles.
E, não, o fato de existirem três revelações (ou mais) diferentes não o fazem serem “deuses” diferentes. Nós temos que fazer duas perguntas para qualquer religião:
(a) A divindade de qual essa religião fala existe?
(b) Se existe, a forma que ela se revelou/a forma de se fazer o “religamento” com ela, tal qual alegado por essa religião, é verdadeira?



Torah

Cristãos, muçulmanos, judeus e deístas concordam no tópico (a) (e os argumentos citados por mim no início servem para dar suporte — inicial, ao menos — para o item (a) apenas). O que eles discordam por qual forma certa ou válida Deus se revelou — seja na Torah, seja por Jesus Cristo, seja por Maomé ou seja em nenhuma dessas opções (caso aceito pelos deístas).
E o fato de discordarem sobre como Deus se manifestou ou como Deus agiu na história NÃO os faz falarem sobre um “Deus” diferente. Se adotassemos esse critério, então teríamos que dizer que a cada biografia que traz um perfil diferente de um biografado está se referindo a OUTRA pessoa — quando, na verdade, assim como no caso das revelações, pode ser simplesmente que eles concordem sobre quem estão falando, mas alguns dos biógrafos esteja com uma interpretação falsa ou distorcida da existência dessa pessoa biografada.
Enfim, uma refutação poderia ir assim:
FORISTA: Por que você acredita em Deus e não em Thor, Osíris, Rá ou Afrodite? São todos mitológicos igualmente.
REFUTADOR: Eu posso dar razões para acreditar em Deus. Existem argumentos, como o Cosmológico, Fine Tunning e Moral que apontam para a existência de Deus. Por isso, Ele é diferente das divindades politeístas.
FORISTA: Mas para os fiéis, Krishna e Rá são seu “Deus”. Eles poderiam usar esses argumentos também, portanto.
REFUTADOR: Não, não poderiam. Krishna e Rá são seres contingentes, não transcendentes. Para ser Deus, é preciso ser um ser transcendental à matéria, muito poderoso e outros atributos que você pode ler conforme definido pelos filósofos nessas argumentações. Se tiver todos esses, então, você pode chamar de “Deus” ou de “Zé da Esquina”, pois vamos estar falando objetivamente do mesmo ser.
FORISTA: Hmmm… Mas você não pode indicar o Deus cristão por isso. Eles servem também para aqueles que chamam de Allah e como eles tem nomes diferentes, então são Deuses diferentes.
REFUTADOR: Non-sense. Se fosse pelo seu critério de nomes, ao dar um apelido para alguém eu estaria formando uma nova pessoa. É o mesmo Deus com uma interpretação focada em uma base diferente. (Ah sim: Allah é a palavra deles para “Deus”, assim como “God” nos Estados Unidos).
FORISTA: Afirmar que qualquer Deus é o mesmo é crença sua sim. Ponto final.
REFUTADOR: Você não argumenta, só chega aqui e diz que “é crença sim”, por decreto. Mas vá lá. Não existe “qualquer Deus”. Deus é um nome próprio, que se refere a uma divindade específica. Assim como não existe “qualquer Thor” ou “qualquer Poseidon”… são nomes próprios que se referem a um tipo específico de ser.
[E por aí vai…]
Conclusão
Para refutar este argumento, basta citar os argumentos a favor da existência de Deus e diferenciá-lo dos outros deuses e divindades parelelas.

Vi este texto na fanpage William Lane Craig (Brasil)



É errado ser carnívoro?

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Onívoros X Vegetarianos

Encontrei Tiago*, que é ateu e vegetariano. Num dado momento comecei a questionar o seguinte:
“Sabe Tiago, às vezes tento entender os vegetarianos e veganistas. Entendo que há pessoas que precisam ser vegetarianas por questões de saúde, mas estes eu entendo.
A combinação que busco entender é a sua, a do vegetarianismo/veganismo+ateísmo. Ou seja, ateus vegetarianos/veganos, me parece que você é daqueles extremistas e politicamente correto. Tudo bem, mas acredito que você deveria ser no mínimo teísta. Calma, posso explicar os argumentos que me levaram a pensar isso. rs
Aí ele me disse: Rodrigo,tô calmo mano. rs Que legal me perguntar isso, na verdade é simples como amarrar um tênis. Acho que posso te mostrar meus argumentos.
Bom, minhas premissas de forma bem resumidas são:
P1 — Os animais são mantidos pelos homens em cativeiros para comermos, isso é errado;
P2 — Homens vegetarianos não são cúmplices de tal atrocidade;
Logo, os homens que comem animais estão errados, pois são cúmplices de tal atrocidades.

Antes de continuar o diálogo neste post, gostaria de abrir um parenteses:
“Para que o raciocínio seja verdadeiro, não basta que as premissas e a conclusão sejam verdadeiras. É preciso que seja impossível que sendo as premissas verdadeiras, a conclusão seja falsa.
Assim podemos ter:
Argumentos válidos, com premissas verdadeiras e conclusão verdadeira;
Argumentos válidos, com premissas falsas e conclusão falsa;
Argumentos válidos, com premissas falsas e conclusão verdadeira;
Argumentos inválidos, com premissas verdadeiras e conclusão verdadeira;
Argumentos inválidos, com premissas verdadeiras e conclusão falsa;
Argumentos inválidos, com premissas falsas e conclusão falsa; e
Argumentos inválidos, com premissas falsas e conclusão verdadeira.
Mas não podemos ter:
Argumentos válidos, com premissas verdadeiras e conclusão falsa.
(…)
Lisa Simpson vegetariana
Então, podemos ter argumentos válidos com conclusão falsa (se pelo menos uma das premissas for falsa). Em filosofia pretendemos chegar a conclusões verdadeiras. Por isso, precisamos de argumentos sólidos.
Um argumento sólido é um argumento válido com premissas verdadeiras. Um argumento sólido não pode ter conclusão falsa, pois, por definição, é válido e tem premissas verdadeiras; ora, a validade exclui a possibilidade de se ter premissas verdadeiras e conclusão falsa.”
Voltando…

Legal Tiago! Tenho as seguintes premissas para contra argumentar, na verdade levar seu raciocínio às últimas consequências:
P1 — Existem animais que comem carne, pois faz parte de sua natureza;
P2 — Homens são animais;
P3 — A natureza é neutra moralmente.
Logo, homens comem carne porque faz parte da natureza e isto não os faz errados moralmente, pois a natureza é neutra.
Dito isto, vamos analisar as suas premissas vegetarianas, vamos mais a fundo.
P1 — Os animais são mantidos pelos homens em cativeiros para comermos, isto é errado;
Sim, há homens que mantém animais em cativeiro para nos alimentar e as vezes nos vestir. Porém há uma afirmação que diz “isto é errado”, para que esse pedaço seja verdadeiro devemos definir o que é errado. Pois a premissa 1 dos vegetarianos (V) está confrontando com minha premissa 3, (O).
V: Vegetariano
O: Onívoro
Qual premissa é verdadeira? P1(V) ou P3(O)?
P1(V) — Os animais são mantidos pelos homens em cativeiros para comermos, isso é errado;
P3(O) — A natureza é neutra moralmente
.
Onde está baseado nossa moral? Na natureza?
As premissas não podem ser amigas, porque uma alega o ser errado e a outra alega a neutralidade moral da natureza. Se você é um naturalista, então temos sérios problemas em última análise.
Para explicar melhor, gostaria de te fazer algumas perguntas para levar às consequências extremas da sua argumentação.
Se comer animais é errado, o que diremos de animais carnívoros? Porque nossa moral não se aplica a eles? Porque estaríamos errados em comermos carne? Qual o problema de manter cativeiro os animais? Cada animal não usa suas armas (seja garras ou cérebro) para a caça? Então o que nos faz acreditar que isto é errado?
Talvez o raciocínio seja de não fazer com os outros o que não gostaria que fizessem com você. Mas esse raciocínio não se aplica para seres irracionais carnívoros, pois eles precisam comer carne para viver e não tem uma consciência analítica do altruísmo ou empatia.
Acredito ser complicado afirmar que pela natureza podemos descobrir o que é certo ou errado, pois quem disse que nossa vida vale mais do que das formigas? Ou das abelhas? Porque a moral humana é a certa e a das abelhas não? Ou da viúva negra? Ou do tubarão? Ora, as abelhas matam suas filhas férteis; o tubarão força a copulação com sua fêmea; a viúva negra é viúva porque mata seu “marido”; E vários outros exemplos poderiam ser citados. Então, porque nossa natureza moral é superior em relação a cada espécie?
Conseguinte, deve-se concluir que a natureza é neutra moralmente.
E o que nos faz entender o que é certo ou errado? Porque o Nazismo foi errado?
Segura!! Digo que a noção para o que é certo, errado, bem e mal vem do senso do divino, ou sensus divinitatis, como alguns filósofos chamariam. É a Imago Dei impressa na nossa mente.
Se você é ateu, deve estar se perguntando em como cheguei nessa lógica bizarra. Vou explicar, claro.
Acrescento, que, valores e objetivos morais existem e se Deus não existe, não há razão para que valores e objetivos morais sejam cumpridos. Pois na ausência Dele, a moral e os deveres passam a ser subjetivos, nos impossibilitando de dizer o que é certo e errado.
Se não creio na existência de Deus, então os valores e deveres morais são relativos, por isso posso comer carne e não tenho o direito de dizer que é moralmente errado quem come vegetal (muito menos que o nazismo, por exemplo, foi errado).
Ora, se a P2(V), que diz “Homens vegetarianos não são cúmplices de tal atrocidade”, não posso concluir que é uma atrocidade, pois a moral é relativa e neutra, ou seja, um vegetariano ateu não pode dizer que é errado comer carne, uma vez que ele não crê em valores e deveres morais objetivos (que não depende da opinião de ninguém para ser verdade).
Se o vegetariano crê que seja errado comer carne e que todos deviam aderir ao movimento deles, eles estariam apelando para os valores e deveres morais objetivos. Para que eu aceite isso, ele deve me convencer que há deveres e valores morais objetivos a serem cumpridos, ou seja, que a verdade deles seja verdade independentemente de nossa opinião.
Resumindo minhas novas premissas:
  1. Se Deus não existe, valores e deveres morais objetivos não existem;
  2. Valores e deveres morais objetivos existem;
    Portanto, Deus existe.
Em suma, acredito que um vegetariano que realmente pensou sobre a questão deveria ser no mínimo teísta.
“Considere então a hipótese de que Deus existe. Em primeiro lugar, se Deus existe, valores morais objetivos existem. Dizer que existem valores morais objetivos é afirmar que algo é bom ou mau independentemente de alguém acreditar que isso seja verdadeiro. É afirmar, por exemplo, que anti-semitismo nazista é moralmente errado, mesmo que os nazistas que realizaram o Holocausto pensassem que isso fosse bom; e continuaria a ser errado mesmo que os nazistas tivessem ganho a Segunda Guerra Mundial e exterminado ou tivessem feito lavagem cerebral em todos que discordassem deles.”
Para saber mais deste assunto sobre valores e deveres:
http://lucasbanzoli.no.comunidades.net/index.php?pagina=1078177828
Recapitulando, nós fomos de vegetarianismo ao senso de moral do ser humano, que nos diz sobre valores e deveres,ou seja,certo e errado, bom e mau.
Neste caso Tiago, creio que levando seus argumentos, o de um ateu naturalista e relativista à últimas consequências,veremos que você tem vários problemas filosóficos para encarar e responder.
E a conversa rendeu.

*personagem e diálogo fictício

Certo e Errado

sexta-feira, 20 de setembro de 2013



O feitiço virou contra o feiticeiro
Vi no Um Sábado Qualquer compartilhado de Mundo Avesso


Talvez você não tenha percebido, mas essa imagem fala muito mais a favor de quem crê em Deus de forma exclusiva do que contra.
Acreditar em Deus de forma exclusiva quer dizer que sua ideologia é a exclusivamente correta.
Mas não é simples chegar a essa conclusão. Há uma grande construção de argumentos que leva a essa conclusão.
Vou resumir o que interessa para esse post.
A cosmovisão cristã diz em vários trechos bíblicos que ela tem a verdade e etc, por exemplo: “Eu sou o caminho, a verdade, a vida e ninguém vem ao Pai a não ser por mim. Disse Jesus Cristo”
Este é um verso que resume bem esta ideia. Jesus, ao dizer isto está negando qualquer outro meio para Deus a não ser por ele mesmo.
No fim, o que um indivíduo de cosmovisão cristã quer dizer é que há verdade absoluta. Se uma verdade é mentira em outra cultura, então não deve ser considerada verdade, pois uma verdade deve ser verdade em qualquer lugar, ela não pode depender de nossa opinião. Há verdades objetivas. Logo, valores e deveres morais objetivos existem e estão fundamentados em Deus (por ele ser imutável e por ele ser o bem em toda sua essência).
Vamos por partes…
Primeiro devemos tentar entender a intenção do desenhista.
Talvez ele apenas esteja protestando em como a violência contra culturas diferentes ocorrem.
Mas eu vi uma página neoateísta postando esta imagem, bom, partindo pelo pressuposto que seja uma mensagem neoateísta, vejo que se converteram à filosofia da cosmovisão cristã (que diz que há valores e deveres morais objetivos a serem cumpridos e estão fundamentados em Deus), ou simplesmente não pensaram a fundo sobre a questão. Particulamente acredito que só não pensaram muito a respeito.
Objetivo quer dizer que não depende da opinião de ninguém para que seja certo ou errado (deveres), ou bom e mau (valores).
Subjetivo quer dizer que depende da opinião de alguém.
Os quadros são claros, pois o triângulo diz ser o certo e o círculo errado. Em outra cultura não é bem assim, o triângulo é o certo e o círculo é errado.
Mas agora vem a parte mais sensacional da charge.
O último quadro mostra as duas culturas se pegando em meio a sangue e violência, uma guerra.
Agora me pergunto: O que o desenhista acha do último quadro? É certo ou errado aquela violência?
Se ele disser que é errado, então concorda com a visão de que valores e deveres morais objetivos existem. E estes exigem a existência de Deus, logo Deus existe.
Aqui estamos entrando numa filosofia que Plantinga e João Calvino explicaram há alguns séculos atrás, dando o nome de Sensus Divinitatis (Senso do divino). Mas eles não tiraram do nada essa ideia do senso do divino que nos diz o que é certo ou errado, bom ou mal. Eles tiraram desse texto milenar:
“Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis; porque, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e os seus corações insensatos se obscureceram. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos e trocaram a glória do Deus imortal por imagens feitas segundo a semelhança do homem mortal, bem como de pássaros, quadrúpedes e répteis. Por isso Deus os entregou à impureza sexual, segundo os desejos pecaminosos dos seus corações, para a degradação dos seus corpos entre si. Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram a coisas e seres criados, em lugar do Criador, que é bendito para sempre. Amém.”
Só para contextualizar, Paulo, ex-perseguidor dos cristãos, escreveu isto aos cristãos Romanos, não muito distante da morte e ressurreição de Cristo. Próximo a 65 anos após este evento, ou seja, as testemunhas de Cristo ainda estavam vivas. Mas isso é outro debate.
Resumindo, os atributos invisíveis de Deus são vistos claramente na natureza e quem não crê é indesculpável no momento em que o Criador trocar uma ideia com ateus perguntando “qual a razão para não crer que eu existo? Acaso estavam cegos?”.
Agora, se o autor dos quadrinhos dizer que de acordo com nossa cultura é errado, mas que para outra realmente talvez não seja, ele estará concordando que os valores e deveres morais são subjetivos, pois dependem da minha e sua opinião. Com isso não podemos dizer que o nazismo foi errado, estupro, roubar, mentir e etc. Não conseguimos dizer que isso é errado e aquilo é certo baseando na opinião de alguém, pois somos falhos e não somos tão confiáveis assim.
Ou aquilo é verdade ou é aquilo outro que é. A verdade deve ser verdade em qualquer lugar, pois só assim é verdade. Se eu descobrir a lei da gravidade da Terra aqui no Brasil, o cara lá na China tem que descobrir a mesma lei e assim vemos que é verdade. Posso não acreditar na lei da gravidade, mas ela continua ser verdade independentemente de minha opinião, por isso não é uma verdade subjetiva e sim objetiva.
Ao afirmar que a verdade é relativa, pressupõe-se um pensamento de que isto é uma verdade absoluta para aceitar. Assim como dizer que uma religião não pode ser particularista, pois estaria sendo arrogante, mas o argumento se exclui, pois ele fere a mesma lógica. Por que devo ser pluralista? Só eles estão certos? Cadê a “tolerância”? Ai ai, nos é imposto a “verdade absoluta” da verdade relativa.
Daí se vc diz que a verdade é absoluta e que o cristianismo é o único caminho, te chamam de arrogante, egoísta, intolerante e etc.
Quando um argumento apela para o caráter do oponente quer dizer que ele está fugindo de responder se a questão é verdadeira ou não.
Newton poderia ser um cara arrogante ou um cara simpático, no entanto a personalidade dele não interfere na veracidade da questão, ou seja, de suas descobertas. Este tipo de argumento que tenta invalidar a questão pelo caráter os filósofos chamam de falácia ad hominem.
A questão não é se é arrogante ou não, é se a questão é verdade ou não. Não importa o caráter da pessoa ou de um grupo de pessoas. Alguém que quer procurar a verdade sinceramente deveria ter isso em mente.
Às vezes, quem não quer procurar a verdade sinceramente, apela para falácia ad hominem, pois “…os seus pensamentos tornaram-se fúteis e os seus corações insensatos se obscureceram. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos (…)” fogem da questão sem se importar em verificar o quanto verdadeiro é ou não a questão, comentem várias falácias e constroem argumentos que se excluem.
Meio que assim:
A personagem A diz: Descobri que a água conduz eletricidade. e o B diz: Seu intolerante, arrogante, isso é relativo, não creio nisso, logo vc não pode está com a razão. o A diz: Tá, mas é verdade ou não é?
Estão vendo a desonestidade na argumentação e do raciocínio?
Agora, antes de alguém tentar contra argumentar de forma reducionista(que também é uma falácia para fugir da questão) este post, aqui estão as premissas por trás de minha argumentação.
1-Se Deus não existe, também não existem valores morais objetivos nem deveres;
2-Valores morais objetivos e obrigações existem;
Logo, Deus existe.

Abraços,
Rodrigo Maia

A Mecânica Quântica e os Eleitos

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

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Mecânica Quântica e os Eleitos

Visão científica somado à cosmovisão cristã


Niels Bohr disse uma vez: “quem disser que compreende a mecânica quântica, é porque não a compreendeu”
Se você já sabe o que é a mecânica quântica pode pular a citação abaixo.

Carlos Costa em Física 2100 escreveu:
A mecânica quântica é a teoria que descreve o comportamento do universo ao nível microscópico; somos compostos por átomos e partículas subatômicas e a mecânica quântica explica o comportamento dessas unidades básicas. Daí o nome: mecânica (explicar o comportamento) quântica (do mundo microscópico, o quântico).
No mundo da nossa escala – planetas, seres humanos, formigas – conseguimos seguir as leis de Newton: se soubermos a posição de algo, direção e velocidade, conseguimos determinar a sua posição passada e futura (ignorando as variáveis, claro). As bolas de bilhar seguem um comportamento previsível e tudo o resto também parece respeitar as Leis do Movimento e a Teoria da Relatividade de Einstein.
Bem, e quanto ao mundo microscópico? Como se comportam os átomos e as partículas subatômicas? O comportamento das unidades mais básicas da natureza pode ser considerado esquizofrênico: as partículas subatômicas conseguem estar em dois lugares ao mesmo tempo, comportam-se tanto como ondas e como partículas e conseguem sair do ponto A e chegar ao B… antes de sair do A; também conseguem sair do ponto A e chegar ao ponto B,C,D,E (etc, etc) ao mesmo tempo! Nunca conseguimos determinar com total exatidão onde se encontra e para onde se dirige uma partícula subatômica; se quisermos saber a posição de um eletrão, por exemplo, perdemos a informação da sua direção, e vice-versa. Existe sempre uma incerteza (Princípio da Incerteza de Heisenberg) no mundo microscópico. Para ajudar à festa, as partículas subatômicas estão em perpétuo movimento e podem desaparecer do seu quarto e aparecer na China ou em Júpiter… instantaneamente!

Atualmente, na era digital, algumas coisas podem estar utilizando a mecânica quântica. Como por exemplo, a empresa D-Wave que fabrica computadores quânticos (há boatos de que um computador foi adquirido recentemente pela Google, claro — Será quântico o computador comprado pela Google?)



D-Wave A compania de computação quântica

Para falar a língua de todos, pense no seu computador, que só conhece duas possibilidade, o sim e o não (0 e 1).
É como se um elétron saísse percorrendo o circuito do computador e sempre que encontrasse duas passagem, a sim e a não, ele entraria na que estivesse liberada pelo usuário e continuaria a sua corrida até o próximo encontro com o sim ou não.
Já um computador quântico poderia conhecer as duas possibilidades de forma diferente. Para ele não existe ou sim, ou não, há as duas possibilidades o elétron pode passar pela resposta sim e não — ao mesmo tempo. É como se não existisse a nossa noção de tempo.
Lembra da citação do Carlos Costa que diz que as partículas subatômicas desaparecem e ressurgem em outro lugar? Então, a partir daí alguns teóricos começaram a questionar para onde elas vão, quando somem (o que fazem, onde vivem…diria Sérgio Chapelin Rs).



Partículas subatômicas no acelarador de hádron

Daí veio a teoria do Universo Paralelo, ou Multiversos. Talvez estas partículas passem por outra dimensão quando desaparecem. Agora há uma possibilidade de crer que talvez exista uma contra parte de você em outro universo semelhante ao nosso, mas com leves diferenças. Já que nossos corpos são formadas por átomos e moléculas com as ditas partículas subatômicas.
EURECA!
Então se universos paralelos podem existir, isto torna um dado teórico científico a favor da predestinação, a eleição dos santos, a graça irresistível.
Hã? É!



Ontologia (do grego ontos “ente” e logoi, “ciência do ser”) é a parte da metafísica que trata da natureza, realidade e existência dos entes . A ontologia trata do ser enquanto ser, isto é, do ser concebido como tendo uma natureza comum que é inerente a todos e a cada um dos seres.

Ontologicamente falando, se posso imaginar um Deus criador em algum universo diferente do nosso, que é poderoso sobre tudo, inclusive de todos os universos, logo ele é realidade no nosso universo também.
Nossa imaginação sempre está baseada em algo que de fato existe, não conseguimos inventar nada do nada, ainda mais um livro tão contra a lógica humana.Mas isso é outro assunto.
Por meio desta vertente da ontologia, o ser se diz de várias maneiras (analogia), cuja maior expressão é a da substância, que em grau máximo, corresponde a Deus (Primeiro Motor), sem movimento ou mudança. Seus maiores representantes são Aristóteles e São Tomás de Aquino, que à luz da Revelação Bíblica conceitua Deus como Ipsum Esse per se subsistens.
(Citação no Wiki)
Se Deus é criador de tudo o que há, ele pode saber os meus possíveis caminhos diferentes que existem fora do nosso universo.
Por exemplo: Tem um Rodrigo aqui e outro Rodrigo lá naquele universo paralelo, mas para Deus — somos a mesma pessoa, e é por isso que Ele é a melhor pessoa para julgar o mundo, pois para ter uma mente onisciente, ou uma mente quântica, Ele é capaz de ver meu coração pelos caminhos que trilho em universos paralelos e em tempos diferentes.
Se eu pudesse ver a eleição com uma visão quântica, teria a plena certeza de que a escolha Dele seria perfeitamente justa.
Como estou hoje? Se eu não sinto a menor vontade de ter contato com este Deus é provável que eu esteja indo para o inferno por minha responsabilidade. Mas se sinto no fundo uma vontadezinha de ter contato com Ele, é porque ganhei um dom de Deus, a fé. Ela pode ser do tamanho de um grão de mostarda. Teoricamente a fé é dada pela sabedoria da mente quântica de Deus, pois se ele pode ser sim e não ao mesmo tempo, quer dizer que ele não tem tempo para gastar em deslocamento físico, ou seja, ele é onipresente, consequentemente onisciente e onipotente para saber a quem dá. Se eu pudesse ver essa eleição com uma visão quântica, teria a plena certeza de que a escolha Dele seria perfeitamente justa.
É evidente que perdemos o contato com Deus, cujo essa anomalia dá-se o nome pecado. É por isso que Ele veio em forma de Jesus Cristo, pois essa anomalia tem uma consequência que Cristo levou para si, para que todo aquele que nele crer não vá para o inferno (morte eterna), mas tenha a vida eterna.(Não, Jesus não está no inferno. Só fica no inferno quem é pecador, portanto Jesus levou consigo os nossos pecados, foi para o mundo dos mortos, se tornou maldição, ele sentiu a anomalia de estar longe de Deus (… pq tu me abandonastes?) e ressuscitou, — pois ele não tinha pecado e não era lógico ele ficar lá.
Putz, que lindo! O próprio Deus já resolveu a merda que fizemos, mas mesmo assim, precisamos correr e ajudar a despertar outros para entender isso.



Linha do tempo de eventos históricos

Não estamos em posição de saber quem tem o dom da fé, quem é eleito, ou quem quer escolher o arrependimento (aceitar Cristo Jesus).
Nós, enquanto presos no Cronos, devemos viver pensando cronologicamente, pois se não sei quem são os eleitos, devo evangelizar a todos, para que todos aqueles que crerem possam serem salvos. Logo quem será salvo serão os crentes nele, os que receberam o dom da fé, os que se arrependeram por terem se distanciado de Deus, os que não querem mais praticar as coisas que não condiz com a vontade Dele.
Agora temos prazer em viver a vontade Dele, pois sendo criador, Ele é a melhor pessoa para saber como tudo deve funcionar, como é o propósito de cada um no mundo. Vamos buscá-Lo!
Que outros conheçam a verdade e sejam libertos por ela.

Vejo Deus em todas as coisas, na natureza, na ciência, na arte, na música, no cinema, na dança, nas filosofias, nas poesias, na história…
Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos.
Salmos 19:1
Portanto, a ira de Deus é revelada do céu contra toda impiedade e injustiça dos homens que suprimem a verdade pela injustiça,
pois o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou.
Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis;
Romanos 1:19-20
Deus fez isso para que os homens o buscassem e talvez, tateando, pudessem encontrá-lo, embora não esteja longe de cada um de nós.
Atos 17:27

Macróbios e Eldilas - Uma "descoberta científica"

terça-feira, 25 de junho de 2013

Eldila Influence
Dr. Frost, do instituto INEC de Belbury, na Inglaterra, diz que existem macróbios, diferentes de micróbios, são seres que possuem uma inteligência maior que de todos animais, incluindo os humanos.
Em todas as eras, a ciência quase não percebeu eles. De acordo com Dr. Frost, eles estão mais presentes na história humana do que parece, incluindo um certo tipo de influência na mente humana. De algum modo, influenciam a mente humana de forma proposital e planejada, diferente dos micróbios, que explicando de maneira tosca, eles simplesmente se alimentam de nosso organismo e nos destrói.
Os macróbios da nossa atmosfera, também nos drenam de certa forma, mas de um jeito incalculável. Os cientistas do INEC descobriram uma forma de comunicar com eles, no entanto, parece ser um projeto ultrasecreto.
Partícula eldiliana

Segundo o filólogo Dr. Ransom, os macróbios, cujo ele chama de "eldilas", afirma que é possível perceber essas criaturas além da atmosfera da Terra. Estes estão no espaço e também em lugares que não podemos imaginar, pois são criaturas extremamente complexas.
Diz ele que no nosso planeta há uma concentração maior desses macróbios, mas esses são como uma doença maligna, diferente dos que ele encontrou no espaço. Os eldilas que Dr. Ransom encontrou não eram malignos, pois estes não nos drenavam para nos destruir, pelo contrário, eles contribuem para a nossa evolução, por assim dizer, eles parecem estar interessados em nos ajudar a voltar a essência original do nosso ser.
Os macróbios malignos, de uma certa forma, também contribuem para a evolução, mas de forma destrutiva, como se houvesse um tipo de conspiração para nos extinguir.

Algumas culturas deram nomes diferentes a estes seres complexos, alguns nomes que foram atribuídos ao mitos, lendas e religião.

Citação com minhas palavras do Livro de C.S. Lewis chamado Uma Força Medonha, no Capítulo 12.