Férias em Águas do Viana | Plus | Episódio 1

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Olá galera! Estou fazendo uma versão "beta" para narração de Águas do Viana. É simples, só clicar nas setinhas ou controlar a história pelas setas do teclado. Espero que gostem e sintam mais vontade de ler desse jeito :D


O Som do Porão | Primeira Fase

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Olá amiguinhos, tudo bem?

No ano passado fiz meu TCC num estilo bem alpiqueiriano.

Pra quem está acompanhando Águas do Viana, que tal dar um passeio  no porão do Seu Divino?
O Som do Porão
Clique no link acima

Sinto muito, mas não vou pagar nada para quem descobrir bugs, mas me avisem se encotrarem algo bizarro.

Se quiser uma sinopse do meu TCC é só olhar nesse post AQUI. Há uma pitada de evangelho bem subliminar, como na maioria das parábolas encontradas aqui.

Espero que curtam esse game educativo da molecada.

;)

Papo de cientista maluco | 01

domingo, 2 de setembro de 2012

Um dia Gteo estava conversando com um de seus ajudantes:

Qual o problema dos spams?
Eles não percebem que estão errados?

Pelas leis da rede eles veem que tem consequências trilharem por esses caminhos.

Mas mesmo assim eles insistem nisso.

Bom, alguns viram as leis de monitoramento e bloqueio.
Perceberam o quão errado estavam, pois puderam comparar seus caminhos com as leis.

Mas não criei a lei pra fazê-los menos culpados. Muito menos para ser um caminho para escaparem das consequências. A lei é pra verem o quão errados estão.

Não tem sentido seguir e obedecerem as leis a risca, ainda sim são culpados.

Estragaram meu computador.
Perdemos a comunicação.

Não há nada que eles possam fazer para escaparem das consequêcias e restabelecerem a comunicação.
Estou irado com isso tudo.



"E o que o senhor pretende fazer com esses spams e vírus?"
Disse o ajudante.

Continua...


Um dia insuperável




Rapidinhas | 0056

quarta-feira, 22 de agosto de 2012


Sonho um dia poder caminhar pelas ruas e ver uma igreja onde ela é simplesmente a Igreja, só isso, sem a companhia de outros nomes.


Sobre os meninos (Um salmo para os dias de hoje)

sábado, 18 de agosto de 2012



 Foto: Oliveiro Pluviano


1Tem misericórdia de mim, ó Deus, por teu amor; por tua grande compaixão apaga as minhas transgressões.

2Tem misericórdia de mim porque não sou capaz de compreender o bem, de retribuir as dádivas, de compartilhar a bondade.

3Tem misericórdia de mim e ilumina a minha vida. Eu cansei da escuridão e do medo.

4Lava-me com o sangue do Teu cordeiro e serei mais branco que a neve.

5Renova a minha mente. Transforma as minhas ações.

6Planta em mim a semente da Tua palavra e faz germinar a Tua sabedoria. Ainda que os frutos da minha árvore sejam loucura para os de fora.

7E não me deixes esquecer das palavras do Teu menino:

8"Bem-aventurados os que se encontram em situação de rua, pois herdarão os palácios do céu."

9Pai, ensina-me a ser um cavaleiro da Tua Esperança.

(A foto foi tirada a alguns metros da minha casa. Numa manhã de inverno, alguns meninos tentam se esquentar nos respiradores com o ar quente do metrô.)

Lucas Pet Magalhães


A Divina Mansão pt2 [AV10]

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

(Autor: Rodrigo Maia)
Episódio anterior




Abrimos a porta do fundo enquanto Bruna perguntava:
“Será que nos viram?”

“Não sei.. por aqui!” Indiquei umas escadas a esquerda depois da cozinha em que estávamos.
Olhamos para trás e vimos que tinha aquela entradinha de cachorros na porta... que azar!

“GRRRRR! WHOLF! WHOLF! GRRRR"

“SOBE! SOBE!”

Subimos as escadas correndo enquanto aquele cão escorregava no piso (era engraçado, mas na hora eu nem pensava em rir).

Deixei Bruna passar minha frente e logo ela encontrou uma porta meio aberta: “Por aqui Rafa!”
Eu estava correndo logo atrás dela. Olhei para a porta que ela abrira e vi um rápido feixe de luz roxa em baixo daquela porta. Fiquei mais apavorado ainda, mas na emoção e na adrenalina tive mais medo do rotweiller do que daquela luz misteriosa.

Entramos e fechamos a porta enquanto escutávamos o cachorro rosnando e batendo as patinhas na porta.
De olhos fitos para a porta andamos de costas enquanto escutávamos bem baixo alguém dentro da casa gritar: “Thor? Hey Thor?”

“Deixe que eu tiro ele lá de cima, pode eshperar aqui meshmo.”
“Mas Sr. Divino ele é grande. Ele pode até derrubar o senhor.”

Thor continuava insistindo em entrar onde estávamos:
“GRRRRRR... SNIFF ... SNIFF”

“Thooor! Seu papai eshtá chamando... venha garoto!”

Continuamos andando de costas e esbarramos em uma cômoda.

“Bruna! Olhe isso daqui...”
“Huh? É o símbolo do meu avô...”

A cômoda era de madeira e tinha a cor bem clara, nela havia vários porta-retratos em cima e logo atrás na parede havia aquele símbolo pela metade que lembrava uma letra ‘Q’. Era quase do tamanho da cômoda.
“Você conhece o Sr. Divino, Bruna?”
“Não...”
“Mas pq ele também tem o símbolo do seu avô?”
“Não sei... por um momento achei que ele pudesse estar vivo.”
“Mas não sabemos ainda.”
“Melhor nos entregarmos...”
“Não Bruna! Sempre quando achamos não ter saída é que a...”
“... aventura entra...” Falamos juntos essa parte.

“É. Vc sempre me falava isso Rafa. Vc me ajudou a ser mais aventureira. O que aconteceu com vc? Pq está tão medroso ultimamente?”

Fiquei sem graça (não tinha parado para perceber isso também) e pra me desculpar comecei a mexer nos retratos e num vasinho de planta que tinha ali quando comecei a me explicar:

“Não... num é... é que...”

<cleck>

“Rafa?”
“Não quebrei o galho da planta... ele já tava assim.”
Bruna veio e botou a mão pra tentar colocar no lugar o galhinho, mas quando ela desentortou fez um barulho de metal como se fosse algo se soltando:

<treck-trim>

Bruna me olhou com aquele olhar de sorriso aventureiro e eu logo disse.

“A não... não, não, não, não, não...”

“O quê?? Deve ter uma passagem secreta...”

“Bruna... não... já vimos esse filme antes. Vc tinha razão... é melhor nos entregarmos, pq  podemos piorar a situação...”

“ 'Quando não há saída é que a aventura entra'. Lembra?”
“Não, Bruna. Éramos crianças cheias de imaginação...”

A cômoda de repente deu uma tremidinha afastando-se da parede como um vagão de trem de mina.
Eu me aproximei e bati na parede.

<tok tok>

“É oca...” Dizia eu.

<reeenk shuiiiinnnnnnn>

“RAFA!”
“BRUNAA!”

A cômoda deitou no chão se afastando mais da parede e derrubou  Bruna fazendo-a cair em cima daquela cômoda esquisita. Foi tão rápido o movimento que  vi a cômoda vindo com tudo em minha direção. Saí da frente e...

“Aaaaaaaaaaaa!” Bruna gritava.

<brooooommmm scroooobfh>

A cômoda quebrou parte da parede e levou Bruna com ela para aquele compartimento secreto.
“BRUNAAAA!”

“AAAAAAAHHH”

Bruna gritou até que escutamos outro: <brooom!>

Fui e me aproximei do rombo na parede preocupado com toda aquela situação e vi que estava muito escuro lá dentro. Enfiei minha cabeça lá e vi uma enorme lua no horizonte a minha direita. Foi a coisa mais esquisita que já vi na vida, pois era de manhã e ali eu vi uma linda lua, estrelas e uma poeira nas estrelas meio esverdeada e roxa.

Na minha frente vi algo mais estranho...

“Bruna! Bruna??”

Parecia que o tempo tinha parado, pq ela estava segurando na cômoda só com as mãos e o seu corpo estava na horizontal no ar. Não existiam trilhos de vagão lá dentro, ela simplesmente havia saltado batendo tão forte que entrou um pouco numa outra parede que estava de frente.

Tinha outra coisa estranha... Parecia que Bruna estava com um vestido meio rosa e na hora pensei: “Não me lembro dela estar com essa roupa. É verdade, homens não reparam em roupa.”

Resolvi “gritar” baixo (como se fosse adiantar depois de todo aquele barulho todo): “Bruna, vc está bem?”

“Raaafa...” Ela me respondeu tão baixo quanto eu, mas eu podia ouvir claramente, parecia haver um tipo de boa acústica naquele lugar.
“Oi.”
“Rafa, eu morri?”
“Não... quero dizer... não sei..  É estranho... vc está parada no ar.” Eu dizia isso olhando para baixo para procurar o chão, mas não via nada. Tava claro que era um precipício. (Dentro de uma casa?)
“Bruna, não olhe para baix... Bru-Bruna? O que vc está fazendo?”

Ela soltou da cômoda devagar e flutuando virou-se para mim e disse: “Rafa, não tem gravidade... que lugar é esse?”

“Hã?”

Ela se empurrou para voltar em minha direção, mas parecia que ela estava mais abaixo de mim e quanto mais aproximava, mais ela descia.

“Bruna, vc tá caindo... eeer... eu acho...”

“Droga! Rápido Rafa, me segure!”

Tentei esticar com o guarda-chuva para ela me alcançar mais ela ainda estava longe.

<cleck, cleck>

“Droga! Eles estão entrando aqui.”

Olhei ao redor pra ver como pegar a Bruna, mas não achava nada. De repente nós dois vimos um tijolo saindo do ar e voltando para onde ele estava antes de quebrar e vi ele se encaixando.
De repente veio outro, outro e mais outro.

“Rápido Rafa, estou caindo... acho que esse lugar vai fechar!”

A porta começou a fazer barulho de que realmente estava abrindo e ao mesmo tempo a cômoda começou a voltar também.

“RAFA! RAFA?”

“Calma! Calma!”

"GRRRRR" O cão ainda estava lá na porta e agora? E agora????
<cleck, cleck>

A cômoda estava mais perto e o buraco mais fechado.
A porta do quarto abriu...


“RAFAAAA!”


“DROOOGA!”








Eu pulei...












A cômoda...






me acertou no ombro quando pulei ...







e a única saída fechou-se magicamente...



... começamos a cair gradativamente mais rápido e mais rápido.

“Rafa!? SOCORRO!”

Fiquei tão atônito que nem gritava, só ficava com a mão no ombro pra sarar a dor e sentindo o vento vindo de baixo pra cima.

E sentia esse vento vindo cada vez mais rápido.

Pensei:
“Pronto, é o fim.

Vamos morrer....”

Continua...


Episódios
1º Temporada - Contos da Aldeia Vila Verde: 

Ep. 9 A divina mansão 
Ep.10 A divina mansão 2 << Você está aqui


Primeira capa rolante de Águas do Viana

terça-feira, 24 de julho de 2012

Fala galera! Esse foi o primeiro teste que fiz com o scroll art pensando em Águas do Viana.
Demorei um tempão pra finalizar que já não lembro quando comecei. rs 

Mas quando comecei a publicar Férias em Águas do Viana desenvolvi scroll art mais práticas e rápidas.
Estou tentando retomar a ideia inicial aos poucos, a de criar capas rolantes com ilustrações 100% produzidas por mim. :)
Alguns eu fiz quase 100% como por exemplo: os episódios 6, 7, 8, 9 e 10.
Esses na verdade tem artes minhas misturadas com alguns recortes de imagens da internet que são free. 
Esse do balão (abaixo) foi 100% produzido por mim. :D 
(ufa...rs)


Outras Capas







Concept Art de Águas do Viana

domingo, 15 de julho de 2012

Ilustras:
Fotografias:
Capas Rolantes:

A Divina Mansão pt.1 [AV9]

sábado, 14 de julho de 2012

Episódio anterior <- clique

(Autor: Rodrigo Maia)




“Bruna, vamos sair daqui!”

Ela com um sorriso de moleque fingia não me ouvir.
Daí ela continuou subindo as escadas do jardim, da varanda (sei lá o que era isso) para entrar na mansão.

Peguei em sua mão e puxando-a falei: “Deve ter cachorro aqui...”

“Olha Rafa! O que tem ali atrás?”

“Éhhr, não sei... tal-ve...”

Ela virou para trás e fez um sinal para que ficasse em silêncio.

“Acho que ouvi um gato.”-disse ela sussurrando.

Descemos a escada que mal subimos indo para a direita onde parecia ter um quintal. Quando entramos no quintal, vimos um balanço cheio de folhas e com um tipo de trepadeira colorida bem robusta envolvendo as traves do balanço. Um pouco mais adiante vimos um tipo de casa de vidro que tinha tantas plantas e árvores saindo de dentro da casa que a revolvia de tal forma escondendo sua arquitetura de vidro.

Lembra essa mansão, mas não é essa.


“Miuuuiuuu... orrghhhiuuuuum”

“Ooo... gato?” disse Bruna espantada.

“Acho que isso não é um gato, deve ser uma criança brincando com a gente.”

“Será?”

“Oooorrgnhauuuummm”

“É. Melhor irmos, antes que ela chame os pais dela...” Antes de terminar a frase lá estava a Bruna esgoelando: “Oi amiguinho! Vc quer brincar?”

E eu fiquei mais atrás e desesperado tentei fazer ela me ouvir "gritando" com sussurros e gesticulando para ela olhar pra mim: “Nã-o.. Pssssiiiit... Xiiiuuu... Fi-ca... Ca queta! Ow... psssiiiu!”

“Droga.. ela entrou na casa do Tarzan...” falei comigo enquanto olhava para trás quando percebi que a maçaneta do portão que entramos estava se mexendo.

Dei uma corrida em silêncio atrás de Bruna sussurrando:

“Bruuna... pssiiiiu... hey... me ouve menina! Alguém está chegando... hey...”

Bruna estava olhando para os lados e para cima admirando a floresta caseira e algumas borboletas bem coloridas dentro da casa. Cheguei sussurrando e cutucando: “Alguém entrou na casa...”

Aí escutamos alguém na entrada da casa falando... só me lembro de ter ouvido algo como: “Oi garoto. Como vc tá? Quer brincar um pouco aqui no quintal com Pim-Pim?” E olhei para cara da Bruna e ela olhou para mim tentando entender o que estava acontecendo. Aí aquela conversa misteriosa continuou: “Não Thor... não tem nada nessa sacola para vc... vai pra lá, vai?!”

Bruna me cutucou e apontou para um dos cantos da casa de vidro e vimos pelo reflexo que era aquele cão que nos atacou na rua. DROGA! Agora ele estava vindo em nossa direção... “que melecaaa...”

Aquela casa de vidro com bastante mato
Com um grito em forma de suspiro para não chamar atenção entramos mais fundo naquela casa, mas não achávamos outra saída. “Melhor pedirmos socorro.” Mas o espírito aventureiro de Bruna não quis, ela fez sinal para esperarmos mais um pouco. Escutamos o cão farejando, e o som ficava mais alto, mais alto e de repente ele parou de farejar.

Depois de um tempo de silêncio ele começou a rosnar e começou a se aproximar devagar, até que...

“Thor? Tho-or!”

“Hãn?” Eu e Bruna falamos.

“Vem cá garotão!”

Aquele cão saiu as pressas com uma felicidade e na mesma hora eu e Bruna ficamos aliviados escorregando no chão: “Aaaaaaaahh..."
"Bom que o dono chegou...”

Aí ouvimos aquela conversa distante:

“... pois é... sem querer eu deixei a porta aberta e ele fugiu...”


“... aé? Que coisa, eu também eshqueci o portão aberto hoje... ainda bem que o Thor eshtá aí pra vigiar a vizinhança. Aaashiashiashiashia...”

Logo comentei:

“Sr. Divino?”

“Quem?” Indagou Bruna

“Grrrrrrrrmmmmnhouuurrrgggggrrr”

“O que é isso?” Perguntei a Bruna.

“Aaaaaaah!!!!!... hmmmm!!!!” Ela começou a gritar, mas tapei a boca dela a tempo fazendo: “ shiiiiiuuu...”

Aí ela só apontou em direção as minhas costas.

Percebi que no meu ombro havia um tipo de galho, corda, rabo.. algo que não parecia com nenhum rabo de gato pra falar a verdade.

Parecia mais uma planta carnívora... “Planta??”

Com um grito silencioso forçado puxei a Bruna com tudo e saímos correndo daquela casa de vidro e fomos em direção a saída, logo vimos o moço...nossa, era o Sr. Divino mesmo... ele estava de costas pra gente conversando com o dono do cão. Devagar recuamos de costas até que o cão que brincava com alguma coisa lá fora nos viu e disparou a correr em nossa direção de novo.

Foto de ~leosedf
"WHOLF! WHOLF!"

"CORRE!"

“Thor!? Não... Fiiiiuuuuiiii! VOOLTA RAPAZ!” Gritava o dono.



Nós viramos e subimos uma outra escadinha que dava num tipo de porta dos fundos.



Desesperados entramos pelos fundos da mansão.

Episódios
1º Temporada - Contos da Aldeia Vila Verde: 

Ep. 8: A pista verde
Ep. 9 A divina mansão  << Você está aqui
Ep.10 A divina mansão 2



A Pista Verde | A. V. 8

terça-feira, 10 de abril de 2012

(Autor: Rodrigo Maia)

Anteriormente em Águas do Viana...

Cheguei pelo corredor escuro ao temível quarto 203. [...]
Olhei para a janelinha do convés e vi que parecia ser uma bela moça que estava lá. [...]
ela estava tão longe de mim que parecia sussurrar em meu ouvido. [...]
vi que era uma grande boca de um tipo de monstro marinho [...]

Quando comecei inclinar escutei um sussurro bem próximo e sem ecos me dizendo: “Vai me ajudar?” Mano! Foi aí que dei um grito e saí correndo com o lençol que me cobria pro corredor. [...]

Fui acordando no dia seguinte ao som de pássaros, cavalos andando na rua, sino da Maria Fumaça junto de sua sirene nada escandalosa.[...]
[...] Vi algo que nunca tinha visto na minha vida, assim pessoalmente. Estava tão fácil assim na frente da minha janela algo tão belo e raro.




Eu vi no momento em que chegou no galho daquela grande árvore que dava pra ver do meu quarto. Lá estava um pássaro com duas enormes caudas, pelo menos parecia um tipo de cauda. Bom, eram duas penas grandes, pra ser mais exato. Suas penas eram de um tom esverdeado e alguns detalhes azuis e amarelos no corpo todo.
Estava ali parado olhando para os lados certificando-se que estava seguro.


Esfreguei os meus olhos para ver melhor e logo me apressei em me vestir, tirar as pilhas da tomada e pegar minha humilde câmera Polaroid (aquelas câmeras que imprimem a foto na hora). Coloquei minha mochila nas costas, peguei a chave do quarto e saí correndo até o corredor fechando a porta.... “Ops! O guarda-chuva!” Voltei correndo para pegá-lo no banheiro e saindo do quarto, dei uma olhadinha em baixo da cama me lembrando do que queria esquecer.


Desci correndo as escadas e logo encontrei o quintal do hotel. Quando cheguei, vi aquela torre e me admirei em ver como ela era alta, não parecia tão alta ontem a noite - pensei.
Olhei para minha janela tentando lembrar como estava vendo o quintal lá de cima e logo pude reconhecer a árvore. “Ahaa... ele ainda está lá!” Falei comigo mesmo.


Coloquei o guarda-chuva entre as pernas e levantei minha camera e … “Droga! Não liga! Por quêêêê? Justo agora?”
Abri a máquina e vi que as pilhas estavam viradas para o mesmo lado. Rindo de mim mesmo, peguei rapidamente a pilha que estava errada, derrubei o guarda-chuva no chão e desesperado com a dificuldade de conseguir colocá-la no lugar, dei um tapa pra fechar rapidamente a camera. Olhei para cima e...


“Nãoooo, que droga! Mil vezes droga!” O pássaro havia sumido. “Eee cabeção hein...” -me culpei.


Já que não podia fazer nada, fui na recepção devolver a chave do quarto 203 para o recepcionista quando este me perguntou: “Mas já vai embora? Eu avisei... Mas você pode mudar de quarto..” Dei um sorriso meio debochado e disse: “Eu sei que cidades turísticas precisam manter lendas vivas, mas eu queria um lugar mais normalzinho...” Completei no pensamento: “um lugar que não apelasse muito, né? poxa...”

O recepcionista insistindo disse: “Mas você pode mudar de quarto...”
Eu: “Não, obrigado. Não quero mudar. Digamos que não me senti bem neste lugar.”
Recepcionista: “Mas tentamos te avisar daquele quarto...” Sabe quando vc quer cancelar algo via telefone e dá aquela raiva pq quanto mais vc tenta cancelar, mais novas propostas eles te mandam? Pois é, eu já estava começando a me irritar, até que resolvi falar: “Aaaaa qual é moço? Já sou bem grandinho pra cair nesses truques...”
“Truques?” Respondeu ele com uma cara desapontada com as mãos abertas viradas pra cima.
O recepcionista respirou fundo e percebendo que dessa toca não saía coelho disse: “Um momento, vou pegar a sua conta.”


Quando ele se virou senti alguém me cutucar. Era um cara de óculos escuro, segurando um palito de dente na boca e vestido como um tira americano.
“Olá senhor. Meu nome é André e sou de uma divisão especial da polícia. Gostaria apenas de deixar o meu cartão com você, caso algum dia você veja algo fora do comum.” Nesse momento ele tirou os óculos escuro e o palito de dente e disse: “Fora do comum meeesmo...certo?”
Senti-me tentado a contar da apelação que o hotel faz com os hóspedes, mas eu estranhando tudo aquilo simplesmente respondi meio engasgado com aquela escorregada de voz de adolescente: “Tá... grham...” Engrossando a voz rapidamente: “Tá bom!”


Aquele policial colocou os óculos escuro, sorriu com o canto direito da boca e foi embora terminando de roer seu palito de dente.


“RAFA!”
“Que estranho. Eu conheço essa voz. Mas são poucos os que me chamam de Rafa” Pensei comigo.
Virei-me e vi Bruna, uma antiga colega. Achei muito estranho que ela estivesse naquele hotel numa pequena cidade desconhecida. Afinal, qual é a probabilidade de encontrar um conhecido num lugar desses.


“Bruna?”
“Sim sou eu!”
“Nossa.. Oi, tudo bem?”
“Aaaa... poderia tá melhor né?”
“Mas o que vc faz aqui nesse fim de mundo?”


“Ah... nem me fale.. é uma longa história.” Ela puxando meu braço me disse: “Mas você tem vir aqui, rápido.. acho que vc vai gostar”


Ela me puxou correndo e me fez deixar o recepcionista falando sozinho.. “Hey.. Sua conta senhor!”


Eu gritei: “Pera aí!”


Chegamos no quintal e Bruna me disse: “Ué, estava bem aqui.”
Eu: “O quê?”


“Era um pássaro...”
“... verde de duas caldas?” Interrompi ela.


“Ééé.. Vc viu ele?“
“Vi, mas perdi de vista”
“Hihi.. eu vi vc agora pouco todo desajeitado com sua camera..”
Fiquei sem graça e tentando me justificar ela deu um berro: “ALI!”
Virei para trás e vi o pássaro em cima da placa de sinalização do banheiro do hotel.
Peguei minha câmera e ele voou para o portão da entrada da garagem.
“Vamos atrás dele, vamos!” Disse Bruna me encorajando.


Quando chegamos perto do pássaro, ele saiu voando para a rua da frente e pousou em cima da placa de cruzamento da Maria-Fumaça. Atravessamos a rua e ele voou até a outra placa de cruzamento no quarteirão seguinte. Por um momento, achei que ele sumiria novamente.
Chegamos perto dele e ele voou para um trevo na rua perto dos trilhos do trem.


Eu e Bruna nos olhamos e comentei: “Tem alguma coisa errada...”
Bruna me disse: “Parece que ele quer que sigamos ele.”


“Não... besteira. Acho que pássaros não são tão inteligentes assim.”
Quando me virei... “Onde está ele?”
Bruna berrou: “Aaaaaaa... ali! Ali!”
Botei a mão no ouvido fazendo uma cara de dor perguntando aonde, mas logo vimos ele virando a esquina.


Corremos atrás daquele pássaro, e como corremos. Por fim ele parou em cima do muro de uma mansão. Mirei e finalmente consegui dar um clique.
“Uhuuu!” Dei um grito de felicidade. Procurei Bruna pra comemorar e vi que ela estava bem próxima do pássaro. Fiquei admirado por ele não sair voando.
“Rafa. Acho que ele queria nos trazer até aqui.”
“Coincidência”
“Não sei.. é estranho...”
“Pq?”
“Minha vó cantava uma música para seguir o pássaro verde, mas sempre achei que era por causa do ditado”
“Que ditado?”
“Vc nunca ouviu alguém falar assim: Vc viu o passarinho verde hoje?”

Nesse momento passou um flashback na minha mente que me embaraçou por um tempo. Lembrei que falavam isso quando Bruna era minha única amiga da escola. Alguns me zoavam. Claro que tive uns amigos sim, mas foi mais tarde.
“Rafa, ele entrou!”
“Tudo bem já tirei a foto que queria.”
“Deixa eu ver!”
Dei a foto que ainda estava aparecendo no papel.
“Rafa, o que é isso?”
“O quê? Borrou?”
Vi na foto o pássaro, o muro, as árvores perto e... “O que vc viu?”
“O que é essa luz roxa na janela?”
Olhei muito preocupado sentindo calafrios e logo disse... “Não é possível...”
“O que foi? Vc já viu isso?”
“Vamos embora daqui!” Virei-me pra ir quando..
“Rafa! Olha isso aqui...”


Dei aquela engolida de saliva e virei-me dizendo: “ O quê?”
Havia uma plaquinha em cima do portão da casa que tinha gravado um tipo de letra Q e coisas escritas em volta. Parecia japonês misturado com alguma escrita egípcia.


“Que língua é essa?” Perguntei à Bruna.


“Não é possível...”
“Vc já viu isso?”
“Meu avô e meu pai nos abandonou. Algumas coisas do meu avô tinha esse símbolo.”
“Será que ele mora aí?”
“Acho que não, nos disseram que ele morreu...”
“Nossa, meus pêsames... Desculpe perguntar, mas morreu do quê?”
Ela me olhou com uma cara de espanto, ao mesmo tempo com uma cara de alguém que acabou de descobrir algo.
“Nunca encontraram o corpo dele...”
“Vc não acha que ele esteve o tempo todo morando nessa mansão, acha?”
“É o que vamos descobrir.”
“Não! Não podemos entrar.”
Enquanto falava ela girava a maçaneta do portão até que escutamos um: “clack.. nhéééé!”
Bruna me olhou com um sorriso de sapeca e disse sussurrando: “Está abeeeerta..”


E agora? Estou em uma cidade esquisita, em um hotel insano e agora em frente a uma mansão com uma garota que fazia tempo que não via. Não houve uma conversa normal desde que cheguei aqui. Nessa hora,  pensava na lista de tarefas que estabeleci a mim mesmo:
Devolver o guarda-chuva do Sr. Divino e ir a Montanha Sagrada tirar fotos daqueles insetos raros.


Em uma casa ali perto, um carro saia da garagem, quando um rottweiler saiu da garagem, começou a latir e correr em nossa direção. “Aaaaa! Corre! Correeee!” Sem querer, mas querendo, nos abrigamos dentro da mansão. Foi tão rápido que eu nem acreditei que entramos lá.


Demos um pulo para trás quando o cachorro chegou na porta latindo e farejando na parte debaixo do portão. O pássaro saiu voando desesperado no meio dessa bagunça também e acabou entrando na janela que tinha aquela luz.


“Vamos explorar, já que estamos aqui.”
“Bruna, não somos mais crianças, podemos ser presos.”

Continua...



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Episódios
1º Temporada - Contos da Aldeia Vila Verde: 

Ep. 8: A pista verde << Você está aqui
Ep. 9: A divina mansão



Dá a mão para atravessar?

quarta-feira, 28 de março de 2012

(Autor: Rodrigo Maia)


Cheguei numa avenida e vi uma cena emocionante onde havia um homem muito ferido que parecia estar morto. Debaixo dele tinha uma criança assustada, mas viva e sem nenhum arranhão. 
Perguntei o que houve e me disseram que pai e filho estavam prestes a atravessar aquela avenida quando o filho soltou a mão de seu pai:
-Meu filho não solte minha mão!
Gritou o pai desesperado.
O filho saiu correndo exatamente no momento em que o sinal fechou. O pai desesperado decide enfrentar aquela avenida cheia de barulho de carros em alta velocidade. O pensamento que pairava na mente das outras pessoas era: "Alguém nessa história vai morrer."

Anos mais tarde a criança pode contar a história com precisão.

Depoimento da criança, agora mais velha:

Imagine seu pai lhe dizendo: "Dá a mão para atravessar a rua?"

Hmmm
Logo me veio um flashback...
...aaah quando eu era criança.

(Se vc não tem uma boa referência de um pai, imagine um tutor, alguém que cuidou de vc e te amou.)

Na minha criancice chegou o momento que meu pai resolveu me colocar no meio da civilização, chamada rua. Eu tinha que ficar sempre de mãos dadas com ele, principalmente na hora de atravessar ruas e avenidas.

Acontece que eu fiz birra e declarei minha independência para com ele.
Não quis segurar em sua mão e achei que eu sabia tomar minhas decisões.

Larguei a mão dele e fui atravessar a rua bem no sinal vermelho para pedestres.

Naquele momento de sinal vermelho, dei meus primeiros passos naquela avenida sem segurar a mão de meu pai. O engraçado é que não vi nada, mas quando olhei em volta haviam vários carros aproximando-se de mim bem rápido.

Tinha certeza que iria ser atropelado.

Meu pai saiu daquela posição alta que ele sempre estava e nesse momento me lembrei dos momentos em que ele abaixava para falar comigo, mas nessa hora abaixando-se veio correndo em minha direção e estendeu a mão para mim.

Não achei que dava tempo, mas foi a conta de levantar a minha mão e estender para ele também.
Foi aí que ele me puxou e os carros o atropelaram. Não sofri nenhum dano, pois ele me envolveu em seu corpo.

Fim do depoimento daquela velha criança.

Claro que essa ilustração não é tão precisa, mas nesse sentimento todo é que entendo o lance de ser condenado moralmente por Deus por desobedecer a Ele e ser salvo pelo seu sacrifício.
Mas nem todos que são bonzinhos serão puxados por ele e ser salvo do atropelamento.

Suponhamos que o morder do fruto proibido de Adão e Eva é o momento que soltamos a mão do nosso pai declarando uma forma de independência a ele.
"Não! Eu é que sei!"

Sair para andar nas ruas sem dar a mão seria viver em nossos achismos e suposições de moral, éticas e filosofias.

É uma consequência clara que enfrentaremos por soltar a mão de nosso pai. Todo o mal que vemos, todos os problemas, até os naturais, são fruto dessa nossa rebeldia.

Deus disse que os nossos pecados nos faz separados dele e que isso amaldiçoaria toda a terra.
Temos que sofrer as consequências.

Mas o ápice da história é quando ele resolve sofrer a consequência que era pra eu ter sofrido.
É impressionante como ele saiu de sua mais alta posição e veio se tornar como eu, ou seja, um de nós para nos salvar.

Se você leu até aqui, se imagine naquela cena onde a criança percebe que está prestes a morrer e olha para trás vendo seu pai com a mão esticada para te salvar.

Você pode dar a mão para ele e ter vida ou pode continuar o seu caminho de encontro a morte.

Não existe meio termo. Ou vc crê no Deus que se tornou carne para te salvar ou crê no deus errado, mesmo que este deus seja algo, alguém, vício, trabalho, sexo, dinheiro, religião, igreja, você, qualquer outra coisa ou até mesmo a travessia pela avenida no sinal vermelho.

A mensagem de Cristo é de alegria e de tristeza. Espero que seja de alegria pra vc como é pra mim.
O melhor da história é que Cristo ressuscitou, o atropelamento não o deteu.
:)

Rejeitar a mensagem de Cristo é um sinal de que o amor puro e verdadeiro não foi compreendido.
Não acreditar em Jesus Cristo sabendo das consequências, essa mensagem será de tristeza, pois a morte eterna é o inferno, uma vida separada de Deus e paradoxalmente com a presença de sua ira.

Lembrei de um trecho da música do Dragon Ball:
"Me dê a mão pra fugir desta terrível escuridão."


"Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso.
Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas.
Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve".
Mateus 11:28-30


Rapidinhas | 0055

segunda-feira, 12 de março de 2012

Sabe aquela "verdade absoluta" da "verdade relativa"?


Talvez ontologia? - Rapidinhas | 0054

quarta-feira, 7 de março de 2012


(Autor: Rodrigo Maia)

Se digo que sou imaturo quero parecer maduro, mas volto a ser imaturo afirmando tal coisa.
Se digo que sou humilde estou sendo na verdade arrogante.
E se digo a verdade sobre mim, as pessoas preferem acreditar que é mentira.
Se minto me sinto aceito.
Se me engano com qualquer artifício minto sobre minha realidade.
Minha ilusão torna-se minha verdade.
Minha verdade é mentira e minha mentira é verdade.
Não sei o que é certo e o que é errado, mas há uma lei que nossa mente segue dizendo o que é certo e o que é errado, uma consciência, um acordo invisível entre nós.
Há uma lei que nosso cérebro respeita assim como há uma lei que faz as moléculas e os átomos se comportarem como comportam. Todas as coisas vieram a existir por causa dessas leis, as quais não sabemos sua origem.
Como as coisas surgiram?
Ou como essas leis surgiram?
Qual das duas é a pergunta correta?
Se existem leis, então existe um Legislador?


A carta anexa | A. V. 7

domingo, 5 de fevereiro de 2012

(Autor: Rodrigo Maia)



Em uma folha anexa...

Oi! Eu sou a Bruna.
Estou aqui pra contar como conheci o Rafael... ops Roger Rafael.
Não sei porque ele prefere Roger. Resolvi escrever aqui porque para onde estamos indo acho que não poderemos levar esse diário. Se algo acontecer conosco, pelo menos saberão no que nos metemos por esse diário.

Bom, minhas férias estavam maaaraaavilhosas *-*
Estava na França, numa cidadezinha chamada Vichy. Pelo menos na parte urbana que fiquei parecia pequena. É uma cidade muito legal. Tem o longo rio Lac d’Allier que divide a cidade e tem uma fonte de água com um gosto muito estranho. Dizem que essa água estranha é boa para o intestino, rim, pulmão... alguma coisa assim.
O motivo principal de estarmos lá era a minha avó. Ela está muito doente e de cadeira de rodas, coitada, apesar de não estar muito velha.. ela está chegando nos 70 agora.

Fonte Vichy
As vezes ela conta histórias legais, mas nossa mãe diz que é caduquice dela.
Caduquice ou não, eram histórias realmente interessantes. O problema é que ela acreditava tanto que se colocava nas histórias.

Bom, ela cismou durante uns 4 dias diretos que queria ir para Águas do Viana, a terra que ela e meu avô moravam. O nosso avô nos abandonou assim como o meu pai. Hoje vivo com minha mãe, minha vó e minha irmãzinha de 7 anos.

É, tivemos que deixar a cidade de Vichy para voltar para o Brasil numa cidade que ninguém sabe que existe! ¬¬

Fazer o quê, viemos para cá!

Fomos para o hotel que ficávamos de costume, um que tem uma grande chaminé. Para chegarmos no hotel, temos que atravessar uma pontezinha e todas as férias que passamos por lá minha avó começa a falar que o vovô aparece ali de vez em quando para vê-la, mas que ele não foi visitá-la nas últimas férias. Esse fato a deixou muito ansiosa e eufórica. Minha mãe, inconformada, dizia para ela não confundir a cabeça da Gabi, aí era nessas horas que minha avó repetia mais alto gritando que era ele, era ele, era ele!

Estava chovendo um pouco, mas ouvíamos vários estrondos também. Chegamos no hotel e ficamos arrumando as malas num quarto no térreo e a Gabi ficava pulando na cama, fazendo aquelas molequices que acabava nos atrapalhando.
Minha mãe disse: - Ga-bri-e-la!
Na mesma hora, ela juntou os pés no ar caindo sentada com as pernas dobradas na cama.
Colocando a mão na boca e se contorcendo toda com um sorriso de sapeca falou: - O queeÊ?
Mãe: -Vai levar sua avó pra passear no jardim, vai?
Ela deu um pulo de alegria, colocou as pantufas e começou a empurrar a vovó pra fora do quarto.
- E a opinião da velha aqui, não vale? Brincava minha avó sendo empurrada por minha irmã.


Eu e minha mãe trocamos uma risadinha e começamos a conversar.
Alguns minutos mais tarde, minha mãe pensando alto disse:
- Ai, deixa eu ir atrás daquelas duas, senão elas vão nos colocar em encrencas.

Minha mãe abriu a porta e só aí pude ouvir o que minha mãe estava ouvindo. A vóvó estava contando histórias para alguém lá na recepção. É, o nosso quarto era bem perto da recepção.

Logo escutei minha mãe xingando a vovó: -Já chega mamãe, deixa o moço em paz, depois você conta suas lendas.

Daí já sabe né? Minha vó começou a gritar: -Meu marido está naquele navio! Eu ouvi ele me chamar de lá! Era ele! Era ele! Era ele!
E eu só ouvindo e rindo com aquela sensação tediosa: -ai ai, de novo...

Quando elas chegaram aqui no quarto aconteceu algo estranho.
Minha avó pegou a única peça mais valiosa para ela e pediu para Gabi entregar para o moço que iria entrar no quarto 203. A Gabi pegou e foi correndo entregar para o moço. E você acredita que  minha mãe nem viu minha vó fazer essa arte?
-Vó?! Porquê...
-Seu avô me deixou algumas pistas e disse que precisava de ajuda para lembrar o caminho de casa. Ele precisa lembrar de mim... É só isso o que ele precisa...
Dizia minha avó acariciando minha cabeça com um sorriso.
-Mas como você sabe que tem que dar para aquele moço? Perguntei preocupada com aquele pertence.
-Aquele moço vai para o quarto 203. Lá ele vai descobrir um pouco sobre...
-BOA SORTE! Gritou alguém na recepção.
Junto com minha mãe saindo do banheiro dizendo que estava na hora da vovó tomar a água da fonte de Vichy.


- Jaqueline! Não preciso dessas coisas minha filha...
- Precisa sim dona Margarida!

Então, depois de toda aquela enrolação, resolvemos dormir e aquele assunto ficou no ar.

Na manhã seguinte, estávamos indo para a Fazenda Bomba, onde tinha várias fontes de águas iguais aquela que tem em Vichy. Quando saí para ver o quintal vi um antigo ex-colega, o Rafael, vulgo Roger. Ele estava todo desajeitado tentando arrumar aquela câmera fotográfica dele derrubando um guarda-chuva no chão.

Eu ri dele e fui atrás para ver se ele me reconhecia.
Enquanto estava indo atrás dele vi uma coisa muito... muiito.. estranha. Estranha? Algo desconhecido eu diria... mas...
-Ai que lindooo! O Rafa precisa ver isso.

Acho que na próxima página desse diário ele continuará essa história.
Foi bom invadir esse espacinho.

;*



Continua...



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Episódios
1º Temporada - Contos da Aldeia Vila Verde: 



Verdades sobre a verdade - Rapidinhas | 0053

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

  1. A verdade é descoberta e não inventada. Ela existe independentemente do conhecimento que uma pessoa tenha dela. 
  2. A verdade é transcultural. Se algo é verdadeiro, será verdadeiro para todas as pessoas, em todos os lugares. 
  3. A verdade é imutável, embora a nossa crença sobre ela possa mudar. Ela permanece a mesma, o que é relativo é nossa percepção dela. 
  4. As crenças das pessoas não podem mudar a verdade, por mais honestas e sérias que sejam. 
  5. A verdade não é afetada pela atitude de quem a professa ou de quem a nega.



Norman Geisler e Frank Turek, Não tenho fé suficiente para ser ateu (Vida Acadêmica: São Paulo, 2004) p.38.
Mais sobre o assunto: O Tempora, o Mores