Férias em Águas do Viana - I Ep.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011


(Autor: Rodrigo Maia)

Depois de tanto estudar e trabalhar, chegou a tão esperada férias. Resolvi sair para conhecer uma nova cidade, porque gosto muito de sair fotografando novos lugares, mas precisei pesquisar alguma cidade boa para descansar e fotografar. Logo encontrei uma que me despertou muita curiosidade, algumas descrições diziam que era uma cidade mágica e bonita. Sem pensar muito e sem acreditar, eu fui em sua direção mesmo assim.

Bem cedo cheguei a um lugar de grandes colinas, repletas de pequenas cachoeiras e lagos. Este lugar se chamava Campo de Guataguas, pois algumas pessoas diziam que antigamente haviam muitos índios, numerosos índios Cataguazes nessa região, daí veio este nome. Mas também é conhecido popularmente como Terra das Águas.

Esqueci de mencionar que minha avó mora nessa região, porque antes de chegar a cidade que queria, eu passei lá para fazer uma visita, ela está bem doente, se puderem orar por ela ficaria grato. Ela mora num lugar chamado Águas Virtuosas. E para onde vou é numa cidade vizinha chamada Águas do Viana. Acho que dá para notar um pouco do porque ter o nome de Terra das Águas. (risos)

Cheguei na cidade e logo tinha um portal escrito 'seja bem-vindo' em várias línguas. Quanto mais entrava, mais placas apareciam falando algo sobre: "Venha conhecer as águas que curam! Local: Fazenda Bomba!" E outras diziam assim: "Águas com sabores diferentes na fazenda Bomba"

Fiquei curioso e perguntei para um homem que estava numa ponte com uma linha na mão que ia para dentro do rio: "Moço, desculpe te incomodar, mas o senhor pode me dizer onde fica essa fazenda Bomba?"

Ele se virou prontamente com um sorriso no rosto e animado me disse: "Bomba? Sei sim sinhô. As pessoas chamam aquele lugar de: O Parque das Águas! É só o sinhô ir reto aqui e antes da montanha vc desce a direita, daí o sinhô pede mais informação."

Balancei a cabeça e agradeci esse homem. Bom, era um pescador não era? (haha) sei lá, mas como alguém pesca com uma linha na mão sem se cortar? A não ser que sejam peixinhos. Enfim, não entendo muito de pescar peixe.

:)

A medida que caminhava, a cidade se revelava.
As ruas não eram asfaltadas, eram feitas com várias pedras diferentes e haviam pedras vermelhas onde os pedestres usavam para atravessarem para o outro lado.
Quando olhei para cima, vi muitos arcos nas ruas, tão altos quanto os postes e possuiam uns ornamentos meio que Art Noveau, ou seja, com plantas e galhos evolutivos de ferro criando várias curvas. Qualquer coisa joga no Google para entender melhor a Art Noveau. (hehe)

Comecei a explorar a cidade e sem querer cheguei numa placa que dizia nomes de bairros. Resolvi ir no primeiro da lista que se chamava Aldeia Vila Verde.
Eu sei que é meio sem sentido os nomes 'aldeia' e 'vila', mas não é invenção, estava escrito assim de fato. (rs)

Vi uma rua cheia de charretes e percebi que tinham muitos turistas entrando e saindo das charretes...

Droga! Acabou a luz aqui.. Esperem um pouquinho aí...

█████████████ 0%


██████████  20%


██████  50 %


███  84%


█ 96%


Pronto! Aproveitei e roubei um marshmaloow da minha irmã na cozinha.
:P

Hmmm... AH É!

Perguntei para um cara que estava próximo da rua das charretes lavando um cavalo: "Amigo, pode me dizer onde fica essa tal de Vila Verde?"

Ele estava com um tipo de escovão na boca e me disse: "Om momem uh!"
Logo disse: "Hã?"
Ele sem repetir o que havia falado me falou bem depressa, mas não era porque ele estava com pressa, mas sabe aquelas pessoas que falam muito rápido? Então, ele era assim. (rs) Me explicou que a Aldeia Vila Verde ficava atrás da Praça do Gigante em Berço Esplêndido e entre a fazenda Bomba, O Parque das Águas.

Lembrei-me que era lá que queria ir no começo, mas enquanto lembrava o homem do cavalo disse que já que eu estava ali eu poderia pegar um atalho e encontrar a Aldeia Vila Verde.
Então segui seu conselho e me deparei com essa placa à esquerda do texto.

Fiquei animado por estar chegando, logo fiquei imaginando que tipo de artesanato eles teriam e como era essa vila, pois queria fotografar ambos.

Quando cheguei na tal Vila Verde, vi que tinham muitas casinhas com telhados verdes, paredes brancas e bastante detalhes com madeiras escuras que pareciam de comer. Fiquei reparando nas casinhas que até me esqueci de fotografar. (hehe)

Logo encontrei uma lojinha de artesanato com um cheiro forte de incenso, como sou alérgico a cheiros fortes, não demorou muito para começar a espirrar. Esperei um pouco e olhei para cima e entrei na loja puxando a gola da camisa no nariz, vigiando para não respirar muito forte. A lojinha era muito escura também, devido a quantidade de peças escuras de madeiras e ao tanto de estantes altas espalhadas pela lojinha, parecia tudo tão apertado, mas dava para se locomover.

Um objeto me chamou a atenção e muito! Era um tipo de inseto feito de madeira do tamanho de uma bolinha de tênis de mesa (gosto muito de jogar isso rs), nunca tinha visto um tipo de inseto como este, lembrava um pouco uma joaninha com alguns detalhes a mais nas costas. Nos seus olhos tinha um tipo de pedra com oito lados que também nunca vi, um verde meio fosco, mas alguns cantos da pedra brilhavam como se não fosse fosco.

Fiquei olhando para o inseto e tive a impressão de estar aumentando gradativamente uns sons de insetos andando e voando, era como o som do bater de asas dos pardais quando disparam a voar do nada, um som de metais pequenas batendo no chão, como perninhas de insetos mesmo e tinha a impressão de ouvir uns pequenos gemidos como de morcegos dentro de uma caverna. Minha mão foi se aproximando enquanto esse som aumentava em sincronia.
Quando botei minha mão no inseto, tudo silenciou, somente ficou o som da cidade e das pessoas nas lojinhas.

Fechei os olhos e respirei fundo, mas logo lembrei: "Não seu burro! O incenso vai fazer te espirrar! E se eu espirrasse o dono da loja iria falar comigo. Eu não estava afim de falar com o dono da loja, até porque estava sem poder gastar muito. Bom, na verdade até queria falar com ele para poder saber se poderia fotografar."

Eu pensei isso tudo e no final do pensamento comecei a pensar mais rápido:"Ele está chegando! Está vindo! Ai ai! Chegou, chegou, cheeee... ATCHIM!"




Pensei comigo: " Puxa, agora ele vai falar comigo. Tomara que ele não fique enchendo a paciência para comprar assim, ou assado, parcelar, promoção e tá tá tá."

Logo vi alguém de costas no fundo da lojinha e percebi que ele deu uma preparação para falar como se estivesse limpando a garganta, algo como um: "Grhaan.. Cof! Cof!" e vi ele dando aquela respirada para falar e de repente..

[Tá muito grande este post né? haha
Vou contar mais um pouco dessas férias depois então. Não percam o próximo episódio!]


Episódios
1º Temporada - Contos da Aldeia Vila Verde: 

Ep. 1: Contos da Aldeia Vila Verde << Você está aqui


2 comentários:

Keh Brasil disse... ►Responder Comentário

Aaaaiiinnn hehe... "/ fiquei curiosa pro resto da história... hehe... [conseguiu o q queria neh!? heheh].

Rodrigo disse... ►Responder Comentário

:P

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