Como amar?

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

(Autor: Rodrigo Maia)

Certa vez encontrei o Alfredo, e ele compartilhou algo comigo que estava pertubando ele a muito tempo.
Ele filosofou (rs) comigo mais ou menos assim:

Pq será que as pessoas buscam tanto o amor da vida?
E pq será que algumas dessas buscam uns amores, digamos, diferentes do convencional?
Pq parece que tudo se resume ao misterioso futuro e longínquo amor da minha vida?

Será que é para um tipo de "desencargo" da consciência de tristeza e de solidão?
Se for, não será uma forma egoísta desses ditos amores?
Não será uma forma de satisfazer o ego, me levando para a ilusão de que tudo está bem e alguém me quer?
Mas será que esse alguém não poderá te querer pelo mesmo motivo?

Então esses dois indivíduos não experimentaram o amor, somente experimentaram um chiclete pra enganar a fome.

Este amor é o não pensar no outro, mas sim pensar em sua satisfação e necessidade.

É como alguém que é pago para ser teu amigo, ou que acabando seus jogos de Playstation, simplesmente este vai para outro amigo que possa satisfazer a vontade e o desejo de jogar, deixando-o mais feliz.

Satisfazer o quê realmente? Necessidade do quê? Amor?

O amor passa a ser algo que se resume na satisfação do ego, principalmente naqueles momentos de tristeza e solidão.

Se estou triste, então logo vou satisfazer minha necessidade, seja com algo, coisa ou até mesmo com o tal complexo amor. Amor que neste caso serve apenas para me fazer bem quando estou mal, é um objeto de consolo, como a chupeta de um bebê. O outro não precisa se envolver,  somente o meu bem-estar é que interessa.

Imagina se vou amar pensando no bem do outro sem esperar por algo dele como troca? Eles que terão de me amar e me querer, não importa quem, quero ser de todos. Assim como o rio Tietê que é público e bem cuidado por todos, nem tampouco abandonado. Afinal, se ele é de todos, assim como eu, quero ser é de ninguém mesmo, ou melhor, não preciso dar satisfação à ninguém, somente a mim. E nessa vejo que estou sozinho junto com todos que se sentem assim também. Como um cão que não tem casinha e nem dono pra cuidar quando a tempestade violenta cai nas ruas.

Pensando bem, não sei o que fazer, tem que existir uma luz.

Esse tipo de amor está meio estranho, um tanto vazio, parece um amor que acaba todo tempo. Acho que os homens não sabem amar. Talvez o amor original não seja algo daqui, talvez não seja natural, pelo menos não da nossa natureza.

Certa vez li em um livro antigo que dizia haver um Deus que amou todos os humanos, mesmo eles fazendo tudo de errado e "magoando" Ele.
Que amor é esse?

Bom, o livro dizia assim:

Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.
Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor.
Nisto se manifesta o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos.
Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados.
Amados, se Deus assim nos amou, também nós devemos amar uns aos outros.
Ninguém jamais viu a Deus; se nos amamos uns aos outros, Deus está em nós, e em nós é perfeito o seu amor.

I carta de João no capítulo 4, versos 7 a 12

E em outro canto dizia assim também:

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

Livro de João no capítulo 3, verso 16

Uauuu!
Já que não sabemos amar, penso:
Que ser humano poderia criar algo tãoooo... sobre-humano assim?

Realmente este livro antigo não é daqui.
Esse Deus, tal de Jesus Cristo é um modelo a ser seguido

A história e a personagem são fictícias.

Reflexões: 
  • A questão não é você.
  • Eu amo pq? 
  • Pra mim? 
  • Pra tirar minha solidão? 
  • O outro é só um objeto para minha satisfação emocional?
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Significado de Propiciação
s.f. Ação para tornar propício; intercessão.

Significado de Unigênito
adj.
1. Único gerado por seus pais.
s. m.
2. Filho único.
o Unigénito de DeusJesus Cristo.

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3 comentários:

higor valin disse... ►Responder Comentário

batuta pensar sobre... afinal... todas as reflexões que fazemos nos questionam primeiro... pensar sobre como é um amor que não conhecemos e como podemos lidar com ele é algo de cima.. lembrar que não amamos.. e que não vem de nós... é magico.. por que entender isso é muito mais complexo e do alto que nós podemos perceber.. é lindo!^^

Rodrigo disse... ►Responder Comentário

Sem falar quando Jesus tbm passa a ser um objeto de satisfação emocional em nossas vidas.
#tenso :0

Parece que não é errado estarmos satisfeitos em Cristo. Mas é sim, é egoísta. Eu fico feliz e dou glórias a Deus qndo tiro deizão num trabalho, mas parece que Cristo não nos satisfaz qndo dá tudo errado. Difícil viu.

Realmente, não é nossa natureza amar. Mas lutamos contra ela.

(Que nem os vampiros bons do crepúsculo... :P)

Michele disse... ►Responder Comentário

Na verdade penso que é por isso que há tanta depressão nos dias de hoje...Passamos a vida procurando satisfazer as nossas necessidades emocionais com coisas, pessoas e sensações só para preencher um vazio...e somos satisfeitos. Mas essa satisfação dura apenas algum tempo, e quando percebemos que nos enganamos o vazio é maior ainda. Muitos não entendem que o verdeiro amor lança fora o medo...e esse amor vem de Deus. O vazio só pode ser preenchido por Ele, e mais ninguém. Aí sim, podemos amar com toda plenitude, não pensando em nos satisfazer, mas em ver o bem do próximo, a alegira do próximo. Porque no fim conhecemos a Deus, e podemos mostrar esse amor...
Mikala

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